pinheiro do paraná

nome popular- pinheiro do paraná
nome científico- araucária angustifólia
origem- América-do-Sul
 

—NOVO—

incluída na Lista Vermelha da IUCN como Em perigo crítico

—DISPONÍVEL—
 
fonte
foto 1:
 
foto 2: http://farm4.static.flickr.com/3220/3128495372_5623a5d33b.jpg

foto 3: http://www.biologie.uni-hamburg.de/b-online/fo47/arau27.jpg

 

foto 4: http://matasciliares.files.wordpress.com/2009/02/broto-araucaria.jpg
texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinheiro-do-paran%C3%A1pinhao_2
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O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ou pinheiro-brasileiro, também conhecido pelo nome de origem indígena, curi, é a única espécie do gênero Araucaria encontrada no Brasil.
A espécie foi inicialmente descrita como Columbea angustifolia Bertol., em 1819.
É uma árvore cuja ocorrência nomeou extensa formação nos estados do sul do Brasil e está hoje ameaçada de extinção. É a árvore símbolo do estado do Paraná, das cidades de Curitiba e Araucária, das localidades paulistas de Campos do Jordão, São Carlos, Taboão da serra e Itapecerica da Serra.
É uma planta dioica, sendo assim, apresenta os gêneros masculino e feminino em indivíduos separados.
As folhas deram nome à espécie, por serem pontiagudas e duras.
Suas sementes, os pinhões, eram importantes na alimentação indígena e ainda hoje são iguarias que inspiram muitas receitas. Medem cerca de quinze milímetros de largura na parte mais larga e cerca de dez centímetros de comprimento. As pinhas pesam vários quilogramas e podem atingir o diâmetro de cerca de trinta centímetros.
O seu crescimento em floresta desenvolvida se processa de modo lento, quanto comparado a outras espécies de Coniferas exóticas, como o Pinus.3128495372_5623a5d33b
Suas sementes, os pinhões, servem de alimento para pequenos animais no inverno, porque nesta época do ano quase não existem frutos e néctars. Além disso os pinhões tem participado na dieta de indígenas que ocupavam a região. Atualmente os pinhões são uma forma de agregação de renda ao pequeno produtor rural, auxiliando a manutenção dos mesmos no agricultura. Os pinhões ainda são parte da cultura de povos de muitas regiões como na região de Lages onde o pinhão é elemento principal de pratos típicos e existe até uma festa tradicional que leva seu nome, a Festa Nacional do Pinhão.
Sua madeira é de alta qualidade e já foi de importância básica para a economia brasileira. Entretanto, a exploração desordenada reduziu e ameaçou este recurso. Seus galhos ainda podem ser citados como poleiros para aves.
É nativa do bioma Mata Atlântica (ecossistema Mata de Araucárias) dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e algumas localidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Argentina (Misiones) e Paraguai, sempre em altitudes acima de 500 e abaixo de 1800 m[1] . Segundo um estudo realizado por Maack em 1968, a área original de ocorrencia da araucaria representava, 36,67% da área do estado do Paraná ( ou 73088,75 KM² ), 60,13% do estado de Santa Catarina( ou 57331,65 KM² ), 21,6% da área do estado de São Paulo ( ou 53613,23 KM² ) e 17,38% do estado do Rio Grande do Sul ( ou 48967,89 KM²)m[2].araucaria-angustifolia
Está em perigo, pois vem sendo explorada – muitas vezes de forma ilegal – ao longo de toda sua área de ocorrência. Poucas iniciativas de reflorestamento são realizadas com esta espécie, que tem tido suas populações e áreas de ocorrência reduzidas em pelo menos 50% nos últimos 10 anos ou três gerações [3]. Estes fatos a incluíram na Lista Vermelha da IUCN como Em perigo crítico (CR).
Os pinheirais fazem parte de um ecossistema chamado floresta ombrófila mista, que integra o bioma Mata Atlântica.A copada majestosa das araucárias, voltadas para o céu a cinqüenta metros de altura, lhe confere um desenho característico. Canelas, imbuias e cedros formam um segundo extrato que cobre sub-bosques de erva-mate e xaxim. A fauna original tinha onças, bugios, cotias, catetos e a gralha-azul, pássaro que dispersa o pinhão, deliciosa semente do pinheiro. Antes da colonização, essa floresta ocupava mais de metade da região. Cobria setenta e três mil quilômetros quadrados do Estado do Paraná, cinquenta e sete mil quilômetros quadrados de Santa Catarina, cinquenta e três mil quilômetros quadrados de São Paulo e quarenta e oito mil quilômetros quadrados do Rio Grande do Sul. Hoje restam apenas fragmentos, que, somados, não atingem 1% da área original. A maioria dos remanescentes se encontra em áreas particulares de indústrias madeireiras. Estão ameaçados por plantações de pinus e soja.broto-araucaria
Embora seja espécie dominante, o declínio de suas populações a levou da condição de vulnerável para em perigo crítico mais recentemente. Em tempos antigos, a floresta cobria grandes extensões. Entretanto, a exploração desordenada da madeira entre 1950 e 1990 levou a floresta a degradação a tal nível, que as novas gerações não têm mais a oportunidade de conhecer a floresta na sua estrutura e formas originais com enormes pinheiros e outras espécies. Além da degradação das áreas que sobraram, uma das principais causas da ameaça é a perda de habitat, ou seja, a perda de áreas naturais para as atividades humanas, seguido do processo de fragmentação. Estima-se que a floresta de araucária cobira originalmente 200,000 km², tendo diminuído em 97% no último século. No Rio Grande do Sul, cuja área florestal era formada 50% pela araucária, dos 40% da área do estado que era coberta por floresta restam 3%[1]. Está na lista de espécies amaeçadas do IBAMA, do Instituto de Botânica de São Paulo, da Fundação Biodiversitas e da IUCN.
Além do corte para exploração da madeira, o pinheiro-do-paraná tem 3400 toneladas anuais de sementes colhidas para consumo alimentar.
As populações do Paraguai não são produtoras de sementes, e na Argentina a floresta, que em 1960 tinha 210 000 ha, atualmente tem 1000 ha apenas.
Estimativas apontam que a espécie ocupava em 1900 cerca de 20 milhões de ha, e em 1982 apenas 565.419 ha. Desde esta dada estima-se que o desmatamento continua, a uma ordem de 80 000 ha por ano, para plantação de pinus, eucalipto e expansão de culturas agrícolas. Por outro lado estima-se uma revegetação com araucária da ordem de 90 000 ha por volta de 1995. Se estes dados se confirmam, a espécie continua classificada como CR, mas com mais possibilidades de escapar da ameaça de extinção do que se os números da recuperação forem menores[1].
O governo federal brasileiro aprovou a inundação do lago da hidrelétrica de Barra Grande, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. O lago inundou um vale com um dos últimos remanescentes das florestas de araucárias.
Outras fontes afirmam que estudos da FUPEF- da Universidade Federal do Paraná, indicaram que existe ainda 22% de remanescentes de florestas de Araucarias no estado do Paraná, em varios estágios de desenvolvimento. Em Santa Catarina, a revisão dos dados feito pela Secretaria da Agricultura indicou que o indice de remanescentes é superior a 32%. Mais recentemente com auxílio de imageamento por satélites, pesquisadores do SOS Mata Atlântica, INPE e USP encontraram que a área remanescente da Floresta de Araucárias é de 12,6% da área de cobertura original. Em relação a ameaça de extição os resultados do PELD – pesquisas de longa duração financiada pelo FINEP, por mais de uma década, indiciou em todos os estudos que é fundamental o manejo das araucárias – uma espécie pioneira – para garantir sua sobrevivência. O estudo patrocinado pelo IBAMA para criar UCs – Unidades de Conservação – no Paraná e Santa Catarina indicou que o estudo genético não indicou erosão genetica ou ameça de extinção. O mais grave problema da espécie é o seu bioma que precisa ser tratado em conjunto com as demais espécies que o compõem.
Apesar de sua importância e do estado crítico de ameaça, há poucas unidades de conservação para esse ecossistema. Os parques nacionais de Aparados da Serra e do Iguaçu têm pequenas áreas de florestas com araucárias. Em parques estaduais podemos citar o Parque Estadual das Araucárias em São Domingos, SC e os parques estaduais de Campos do Jordão e do Horto de Campos do Jordão em São Paulo. Já em parques muncipais podemos citar o Parque Natural Municipal da Costa Neto, em Lages, SC.
 

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