capuchinha

nome popular-capuchinha,
Chagas, Flor-de-Sangue, Agrião-do-México, Nastúrcio, Nastúrio, Mastruço
nome científico-Tropaeolum majus
origem-Peru, México e regiões da América Central
 
—TEMPORARIAMENTE
 INDISPONIVEL—
 
fonte
foto:
texto: http://www.jardimdeflores.com.br
 
Flores que dão água na boca
 
Algumas plantas com flores, além do valor ornamental, apresentam características que as tornam verdadeiras iguarias, para “gourmet” nenhum colocar defeito. O importante é que sejam cultivadas naturalmente, sem usar produtos químicos. A capuchinha, ou chagas, é uma dessas plantas.
 
Por: Rose Aielo Blanco
 

Durante a primavera de 1994, sob a inspiração do filme “como água para chocolate”, que fazia sucesso à época, revistas, jornais e programas de TV, abriram espaços para um assunto muito interessante: comer flôres. É que no filme, é demonstrada a receita de um prato tido como “afrodisíaco” com as famosas “codomas” em pétalas de rosas que despertou o interesse de muita e boa gente.

Embalados nessa linha de programação, os veículos de comunicação deram destaque até para pessoas que se declaravam verdadeiras devoradoras de flores.

Passada a moda, muitos esqueceram o assunto mas há quem goste realmente de saborear flores. Em São Paulo e mais discretamente em Lisboa por exemplo, sofisticadas lojas de produtos alimentícios nacionais e importados, cuja dieta é composta por muitos “gourmets”, oferecem verdadeiras iguarias como calendulas, flores de iuca, violetas, amores-perfeitos, capuchinhas, todas cultivadas sem agro-tóxicos e produzidas especialmente para o consumo humano.

As flores podem ser servidas ao natural ou enfeitando e enriquecendo saladas, fazendo parcerias deliciosas e refrescantes com legumes e folhas como rúcula, agrião, alface, etc.

Só que nem todas as flores podem ser usadas na alimentação. Muitas, mesmo não sendo cultivadas com agrotóxicos, apresentam princípios tóxicos que podem ser perigosos para a saúde. Antes de sair “se aventurando” pelos jardim à procura de um bonito ingrediente para a salada, é preciso conhecer bem as plantas para não correr riscos desnecessários.

Dentre as flores citadas acima, uma delas se destaca pelo seu valor na alimentação: é a capuchinha (Tropaeolum majus), também conhecida popularmente como chagas, flor-do-sangue e agrião-do-méxico. O nome “flor-do-sangue”, aliás, provavelmente surgiu da fama que a planta adquiriu como anti-anêmica. Sabe-se, também, que a capuchinha é muito usada no tratamento contra o escorbuto (carência de vitamina C).

A capuchinha (ou chagas) pertence à família das Tropaeoláceas, é nativa do Peru, México e regiões da América Central. Trata-se de uma planta herbácea que pode ser usada como forração, como planta escandente ou cultivada de forma que tenha condições de enrolar os pecíolos das folhas em algum apoio. Apresenta folhas arredondadas, com longos pecíolos e flores isoladas, em forma de cálice, nos vários tons que vão do amarelo claro ao vermelho, passando pelo alaranjado. Tanto as folhas como as flores apresentam seiva de sabor picante, muito parecido ao do agrião.

Fácil de cultivar

Num canteiro ou num vaso, onde possa receber bastante luz solar, a capuchinha floresce bem. Decorativa, pode compor bordas em jardins ou formar um lindo arranjo, plantada numa jardineira e instalada numa varanda ou peitoril ensolarado. A planta se reproduz por meio de sementes, por divisão de touceiras ou estaquia, sendo que o melhor método é o da divisão. O plantio pode ser feito em qualquer época do ano porém, durante a primavera, a capuchinha se desenvolve com maior rapidez.
A planta não é muito exigente quanto ao solo. Para o plantio em vasos ou jardineiras, recomenda-se
1 parte de areia, 2 partes de terra comum de jardim e 2 partes de terra vegetal.
Para melhorar a qualidade da mistura, pode-se acrescentar 1 parte de vermiculita (encontrada facilmente em lojas de produtos para hortas e jardins).
Só é possível obter bons resultados no cultivo da capuchinha quando contamos com a incidência de luz solar direta, pelos menos durante algumas horas do dia. Quanto às regas, devem ser espaçadas, tendo o cuidado de manter o solo úmido, mas nunca encharcado.

A melhor maneira de dispensar completamente o uso de produtos químicos é manter a planta sadia, evitando ao máximo as condições favoráveis para o surgimento de problemas. O excesso de umidade, por exemplo, além de facilitar a proliferação de fungos, se transforma no ambiente predileto das lesmas e caramujos. O contato com plantas “doentes” é outro fator a ser considerado. Se a finalidade do cultivo da capuchinha for a alimentação, prepare um local especial para a planta, onde ela possa contar com a luminosidade necessária para o seu desenvolvimento e se mantenha livre de formigas e outras pragas. Caso seja realmente necessário, recorra às receitas naturais e caseiras para controlar os problemas.

Os cuidados com a capuchinha são poucos e compensam: sem a adição de qualquer produto químico, é possível ter uma planta delicada e ornamental, além de um lindo e saboroso ingrediente para saladas. Isso sem contar que tudo pode se tornar um bom negócio, pois os sofisticados pontos de vendas reclamam por não terem fornecedores suficientes para atender à procura pelas flores comestíveis.

A Chaga é uma planta herbácea, anual que pode ser utilizada quase como uma trepadeira quando tenha condições para crescer em algum apoio. Os caules são grosos, cilíndricos, de cor verde-claro e compridos. As folhas são grandes, arredondadas, de cor verde médio, alternadas e com longos pecíolos. As flores de Chaga ou Capuchinha são em forma de cálice (campanuladas), solitárias, com nervuras bem marcadas desde o centro até ás margens. As flores podem apresentar vários tons que vão desde o amarelo claro ao vermelho, passando pelo laranja. Tanto as folhas como as flores de Chaga apresentam um sabor picante, muito parecido com o do agrião, sendo uma das flores comestíveis mais conhecidas.

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