pimenta, sakana cambuta

nome popular-pimenta, sakana cambuta
nome científico-capsicum frutescens
origem-Moçambique
pungência-alta SHU
 
—DISPONÍVEL—
 
—em lotes de 11, 22, 44, 88, 176 e 352 sementes—
— cotação para lote 11 sementes, 7,10€—
—restantes lotes serão cotados proporcionalmente ao número de sementes sofrendo descontos de 10, 20, 30, 40 e 50%, respectivamente—
 
fonte
foto: www.ecologicstation.com
texto: www.ecologicstation.com
 
 Planta de porte medio e estrutura não para além dos 90 cm de altura e 60 cm de copa,  colonizou a provincia de Inhambane em Moçambique tendo-se fixado  com incursões pouco significativas noutras provincias nomeadamente Zambézia e Tete. A provincia de Inhambane, por razões ainda desconhecidas, ou talvez não, mostrou-se ser um “habitat” propicio ao desenvolvimento daquela que é a mais pequena e conhecida das “sakana” também da família das capsicum frutescens, com manchas especialmente localizadas na cidade de Inhambane bem assim em Maxixe, Morrumbene e Massinga, por onde se ficou.  Descendente da mãe malagueta trazida pelos navegadores portugueses do Brasil, foi, ao longo das sucessivas gerações sofrendo mutações genéticas e se espalhado por todo o Moçambique havendo neste momento diversas sub-especies de tamanhos, pungência e coloração diversificados. Dentro de uma baga fusiforme com aproximadamente 1 cm de comprimento e 0,25 de diâmetro, se alojam em número de 9 a 13 pequenas sementes de côr palha.
Suas flores, em número de 1 a 3 por nó, sem manchas nos lobus, são de cor amarela esverdeado com anteras azul cinzento, suportadas por pedunculo curto e erecto, sem constrição anelar no cálice. !!!

A comunidade científica encontrará seguramente matéria para investigação com o objectivo de esclarecer as razões que terão contribuído para o aparecimento de colónias que se ficaram pela Provincia de Inhambane, em regiões tão exclusivamente circunscritas a Inhambane, Maxixe, Massinga e Morrumbene e pouco mais, para que, aquela que é supostamente a mais “cambuta” das piri-piri, não tenha ultrapassado mais do que 1 cm, com bem maior ardôr e finíssimo aroma da mãe “sakana”.

Recordamos o facto histórico que pode estar na origem de tão estranha evolução, desta sub-espécie, quando se sabe que “Inhambane foi fundada por mercadores suaíles, tendo sido visitada pelos portugueses pela primeira vez em Janeiro de 1498, quando a armada de Vasco da Gama aí aportou para se abastecer . Os portugueses construíram uma feitoria fortificada em 1546, mas apenas foi definitivamente ocupada por Portugal em 1731″, período de tempo suficientemente dilatado para permitir a colonização da mãe Malagueta e as suas posteriores mutações genéticas, nomeadamente esta pequena sakana.

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