pimenta, ulupica

nome popular-pimenta, chiquito,
ulupica
nome científico-capsicum cardenasi, var. pendulum
origem-Bolívia e Peru
pungência-
 
 —NOVO

only a few items
—TEMPORARIAMENTE INDISPONÍVEL—
 
—em lotes de 11, 22, 44, 88, 176 e 352 sementes—
— cotação para lote 11 sementes, —13,90€—
—restantes lotes serão cotados proporcionalmente ao número de sementes sofrendo descontos de 10, 20, 30, 40 e 50%, respectivamente—
 
fonte
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texto: http://www.ecologicstation.com

Ulupica é o nome local das espécies silvestres eximium e Cardensaii e ocorre na Bolívia e no Peru. Acredita-se ser a progenitora de todas as pimentas. A Ulupica está intimamente relacionada com a Rocoto, mas cresce a apenas metade do seu tamanho. As bagas são muito pequenas (1/2in x 1/8in), ovais, faltando-lhe em tamanho o que lhe sobra em ardôr e amadurecem do verde para o vermelho. A produção de frutos é difícil porque as flores não se auto-polinizam facilmente. Raramente gera 2 flores por nó e apenas naqueles com uma folha apenas, com a curiosissíma particularidade de também poder mas de  forma errática gerar flores no pecíolo, que em caso algum irão para alem de 1 e sempre e apenas numa só das folhas quando na haste mãe ocorre a formação de 2 no mesmo nó.

Como a Rocoto, o Ulupica tem flores roxas.

Ulupica, é a mais quente das pimentas. “Chiquito”, assim é conhecida no seu país de origem não é maior que uma ervilha, e cresce selvagem na Bolívia (Aiquile) e no Peru e é capaz de levá-lo ao inferno à primeira trinca.
Tão quente se apresenta que numa só refeição não é usado mais que um, e bem picadinho, de preferencia, para que, apenas possa ingerir pequenos fragmentos em cada deglutinação. “Las cholitas” vendem esse condimento, que dura vários meses, para um boliviano, recomendando-se o seu uso in natura.
Ele é tão picante que é usado para a produção do célebre “gás de nervos”. Alguns pesquisadores consideram a ulupica como a fonte de todas as pimentas do México até à Índia. Chiles, locotos, rocotos e pimentões, todos, invariavelmente, descenderam da ulupica. As aves são as grandes responsáveis pela dispersão das sementes, que se foram adaptando nas diferentes regiões e climas com novas versões da planta.
Em 1912, o químico americano Wilbur Scoville desenvolveu um método para medir o grau de picancia das pimentas. O chile incendiário habanero classificado até aí em primeiro lugar na tabela das mais ardidas só foi destronado pelo incendiária naga jolakia, com mais de um milhão de unidades Scoville , seguido-se-lhe o spray paralisante usado pela polícia dos EUA.
Mas a ulupica não encontra rival: é ultra quente e é a mãe de todas as pimentas. O sabor faz recordar o de um tomate ainda ácido, verde e com o mosto das frutas. Este sabor não dura mais que alguns segundos, tão breve quanto o intenso ardor da pimenta varre o palato da agradável experiência provocada pela primeira impressão.

 

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